Histórias passadas de coisas não tão passadas assim

terça-feira, 23 de março de 2010

O Caco da Solidão (Velho Amanhecer)

O Caco da Solidão

Esqueça meu nome e limpe as provas
O resto é silêncio


A solidão desses dias é forte
É fria
É mórbida
É bela e cinza


A Solidão da Alma


Dentro dele já não havia calor
Não havia mais vida
A solidão fechou as portas
Já não havia saída

O silêncio só não era maior que o vazio
A beleza da solidão
Pra cada beijo morto e abraço frio
Tudo morria em papel, inspiração

A solidão desses dias é dolorosa... Me destrói aos poucos.
Mas devo encarar como a vida que escolhi. O tempo de solidão é necessário,
A solidão é necessária,
O frio, a claustrofobia
O vazio, a nostalgia.
Tudo se fazia preciso e presente
Tudo são passos dados pra frente...


A solidão da minha alma é certa
Sofro pela escolha que tomei
A solidão da minha alma é bela
Sofro pelo caminho que trilhei
A solidão da minha alma é justa
Sofro por tudo o que lutei
A solidão da minha alma é pura
Minhas escolha definirão o que serei

Esqueça as provas e limpe meu nome
O resto é silêncio
Esqueça os atos e o resto some
Viverei em meu tempo

2 comentários:

  1. Não sei se é porque foi o que mais me tocou, mas é o mais belo que eu li seu, até hoje. -.-

    "O silêncio só não era maior que o vazio"
    Adorei isso.

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