Histórias passadas de coisas não tão passadas assim

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Algo Rasga a Madrugada

Eu me curei, me protegi
Melhorei tudo o que podia
Sentei à mesa e enfim reli
As mil palavras que escrevi
E vi o fim da serventia

Não há mais vida na tristeza
Escureceram as madrugadas
E eu já não vejo mais beleza
Em me manter com a mente acesa
Enquanto o dia clareava

Eu fui embora desse mundo
Deixei pra trás melancolia
Já não espero ser profundo
E nem quero tocar no assunto
Já não aguento essa agonia

Mas algo rasga a noite clara
E me devolve a inspiração
Mantenho a vergonha na cara
E torno a sua face rara
É que estou bem em solidão.