Histórias passadas de coisas não tão passadas assim

quarta-feira, 10 de março de 2010

Música ao Longe

Eu alí, sentando longe, tocando meu violão
Eu alí, bem perto de onde eu costumava me esconder
E então alí, se existe o longe eu componho minha canção
E então se eu existo não tenho mais do que correr

Se eu estou assim tão perto jamais direi a vós
Se eu sempre me escondo talvez não queira ser achado
Se tudo sempre acaba em desastre para nós
Talvez o melhor seja permanecer trancado

Pois é amor, até com palavras me escondo
Mas me mostro só pra ti se quiseres me entender
Se quiseres então traçar o caminho mais longo
Saiba que ao seu lado ninguém pode me prender
Sou som e cor, sou lobo e monge
Sou apenas aquela velha música ao longe

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