Histórias passadas de coisas não tão passadas assim

segunda-feira, 17 de maio de 2010

O Vitral do Amanhecer (Velho Amanhecer)

O Vitral do Amanhecer

A manhã é contornada
Pela noite inacabada
E a tarde equilibrada
Inícios de madrugada

A manhã inacabada
E a noite contornada
A tarde madrugada
Iniciada, equilibrada

A manhã de madrugada
É de noite equilibrada
Já a tarde inacabada
No início é contornada


A manhã equilibrada, entre a noite e a madrugada, já de tarde contornada...
A caminhada inacabada



O verdadeiro amanhecer


Amanhecia todo dia...
Todo dia o sol trazia
A mesma vida tão fria,
A mesma rotina tão vazia

O verdadeiro amanhecer
Já não era aprazível
E o sentimento terrível
Era um sol a se acender

A verdade amanhecia
Em mil sóis de cor nenhuma
E rezamos pra que tudo suma
Ou que pare em calmaria

Entre penhascos cai o sol

Entre as montanhas surge a lua

E ao rufar do meu tarol

Minha vida sai à rua


Eu caminho entre nuvens
Que não existem de manhã
Vago entre vagalumes
Que iluminam a vida vã

E os mil sóis em minhas gavetas continuam a gritar...
Pedem um espaço a mais, multiplicam-se sem parar...
Cada um grita as mesmas frases que você veio cantar...
Cada um cantar as mesmas frases que você veio gritar...

Nosso velho amanhecer
Já não amanhece mais
Mas não posso esquecer
E nem caminhar em paz

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