Histórias passadas de coisas não tão passadas assim

sábado, 16 de janeiro de 2010

Tic tac.

Distanciar-se de sentimentos requer pratica e tempo.
Como tudo que segue conceitos há um lado bom e ruim.
Escrevo agora como se fosse velho. Sobre tempo que ainda não me atingiu.


Toca o tempo, corre sedento
No ponteiro do relógio.
Corre sozinho quem antes
Corria junto.
Hoje se cala quem falava
De palavra em palavra,
Pra falar ao relento
Da teoria do fim do mundo.
Antes não se reclamava
Da dor e da agonia
Se de amor era ou de folia
Só se cantava e escrevia.
Meu bem, me falam tanto
De tecnologia e evolução
Dizem que o meu tempo
O tempo já levou.
Que hoje correm novos pensamentos
E uma nova revolução industrial.
Mas eu ainda não entendo
Os mesmos são os sentimentos
E ninguem ainda os decifrou.
E nem sabem mais como transformar
Um triste fim em alegre canção.
Se embriagam tão menos quanto
No meu tempo era os sãos.
E dizem que o vento
Sopra diferente do meu tempo
Com menos conversa e poesia
E mais poluição.
Mais sintetismo, sem os sentidos.
E menos coração.

Vitor Hugo Morales

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