Histórias passadas de coisas não tão passadas assim

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Certamente

Se perder é se achar, em outro plano, outro som
Se achar é só um modo de pensar no que é bom
Então ache, enquanto eu acho você, no céu que cai
Se ficar é se apagar perante tantos olhos certos
Quem sabe me queimar é te esperar, braços abertos
Quem sabe que não sabe, certamente, sabe demais

Olhe para o céu, hoje a noite, meu bem
Veja como as estrelas já não brilham mais por ti
Veja como a lua não quer mais ficar aqui
Veja, a noite vai. Sinta como o medo vem

Mas continue olhando, vigiando pontos que caem
No fundo, queres um pra si, eu sei
E o mundo, reles peça que eu criei
Já não serve mais, pois tantos outros lhe atraem

E se encontre de verdade em outras cores
Enquanto eu te procuro em outros amores
Outras dores virão, com a certeza de outro dia
Quem sabe outros sabores pra essa vida fria

Só não espero que me aguardes
Bem melhor que isso, me guardes
Como doce e passageira recordação
Um rosto qualquer em qualquer ilusão

E se achar será se perder, perder um som, um plano
O bom da vida será o tempo passando de ano em ano
Eu acho você e não me acho mais em nada
Te apagar só pra ficar de olhos abertos
E me queimar, em outros braços, incertos
Sei nada, enquanto seguir a estrada errada

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