Histórias passadas de coisas não tão passadas assim

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Abstração

Acendo meus cigarros
Pelas ruas voam carros
Os ponteiros atrasados
Contam tempos já passados

Nos quadros olhos fechados
Nas fotos braços abertos
Meus acordes estão errados
Mas os sons são todos certos

Nas paredes minha prisão
Se estampa na mesma ilusão
Que eu vivo a recriar
Feita de um mesmo sim e não
Que eu carrego em minha mão
Para sempre me lembrar
(Para sempre me marcar)

Um comentário:

  1. ponteiros de relógio nunca acompanham o 'compasso' dos pés mesmo.

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