Histórias passadas de coisas não tão passadas assim

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Claridade


Cada noite em claro é uma morte para mim
Pequenos fragmentos dessa maldição, a vida
Na certeza dividida se o sol será meu fim
Ou se essa claridade é o fim da noite mal dormida


Nem sequer existe o atalho pra encurtar a caminhada
A gente deixa a cara a tapa e ainda assim se surpreende
A dor nunca é a mesma, aumenta gradativamente
Mas aos poucos tudo em volta vai significando nada


Eu vou tentar mais uma vez, senhor, eu nunca desisto
Mas se puder antecipar a intervenção, eu agradeço
Até lá eu dou de ombros, não me entrego a este risco
Porque nunca entendi quando é que pago o preço


A vida segue incomodando, a desconfortável sina
Que é a busca por sentido sem sentir nenhum prazer
Afinal devo entender que esta é a pretensão divina
A gente vai se debatendo, torcendo pra não mais sofrer

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