Eterno arquivo do que já não interessa
Vazio Infinito

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Nó na Garganta

As vezes falta a palavra
Silêncio quando falo
E no fundo não me calo
No fundo só me escondo

As vezes falta a palavra
Em minha garganta calo
Nem sou, vou pelo ralo
Me abro com um estrondo

Falta a fala, sobra voz
Sinto silêncio, me calo
Um verso se forma lento

Um vazio mudo entro nós
E sobre o resto nem falo
Tudo se desfaz no vento

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