Histórias passadas de coisas não tão passadas assim

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Pelas Noites


Vou guardar minha tristeza e dar espaço ao que não entendo
E se você estiver lendo saibas que és a culpada
Torno a ver o dia vindo e dou adeus a madrugada
Mas minha alma está macia e o coração segue batendo


Confesso que considerei me esvaziar em versos tristes
Sobra vontade de arrancar qualquer identificação
Entretanto a plenitude tomou conta da razão
Enquanto tudo vai morrendo, só o romance aqui persiste


Não vou teorizar nada do que tem acontecido
Somente gasto minhas palavras desejando tua presença
E com um meio sorriso aceitar a nova e intensa
Sincronia que nem sequer precisa fazer sentido


Devo arrumar a casa e esperar por outro dia
Mas a cidade está tão fria e você me aquece tanto
Meus lençóis já entenderam que sou vítima do encanto
E aguardam ansiosos mais motivos pra poesia


E eu devia sussurrar ao pé do teu ouvido
As coisas que assumi nesse último encontro
Se não vens ainda me alegro, se vier estarei pronto
Toma meu corpo por inteiro e o sentimento aqui contido


Mudando a essência melancólica desta obra que lhe é dada
Eu não espero nada além do quiser proporcionar
Nesta manhã vou assistindo o acaso se transformar
Na perfeita ansiedade pela tua chegada


Como pode ser diferente se tudo é magnetismo?
Genuinamente entregue ao teu súbito poder
É fácil me apaixonar quando só penso em você
E de repente é fácil combater qualquer abismo


Que essas noites se prolonguem no conforto dos teus braços
E que tudo que é profundo te toque com sinceridade
Que a paciência ensine a aproveitar qualquer saudade
E que eu possa decorar os detalhes de teus traços

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