Histórias passadas de coisas não tão passadas assim

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Atente-se

Eu escrevo todo dia, sem falhar nem um
Escrevo sobre qualquer assunto que me baste
E qualquer maré que me arraste
E qualquer amada e qualquer bebum

Sobre muito pouco eu realmente digo
E em muito pouco eu realmente me atento
E ainda assim posso dizer de tanto sentimento
Talvez seja isso o que cês chamam de perigo

Desinteressado em tudo e de repente algo me chama
E acende o que for pra queimar em qualquer recipiente
Seja pra me iluminar ou pra manter meu corpo quente
Seja pra você voltar a me prender em minha cama

De todo este cardápio eu escolho repetir a gente
E quem sabe o que virá de tanto assunto meio amargo
E quem sabe o que sairá de tanto verso acumulado
Quem mais pode nos dizer o que é que vem pela frente?

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