Histórias passadas de coisas não tão passadas assim

terça-feira, 4 de julho de 2017

04 de Julho de 2017

Desequilíbrios que nos tomam por completo, caminhos tão difíceis pra seguir
As tristezas tão tangíveis que ocupam a madrugada, tudo isso é solidão nos bares da cidade
Somos nós que abrimos mão dia após dia, hora após hora, de qualquer traço de felicidade
Porque sabemos no final das contas que só nos resta prosseguir

Vamos aceitar a vida adulta, porque é o que nos resta quando as contas chegam
E o baixo desespero resultante do vazio que optamos por sentir
A gente aceita e assina o cheque, mas já não vê a hora de partir
Frágeis seres humanos que já não lembram mais o que desejam

Esse torpor não passa com o que é convencionado, mas é assim que a ilusão se manifesta
Não há abraço ou bebedeira que sufoque estes lamentos
E aos poucos a gente aceita que a vida tem uns bons momentos
E tudo mais é doloroso, aproveitamos o que resta

Alguns se cansam cedo e cessam logo o sofrimento
Alguns escolhem a luta e vão de acordo com a maré
Uns poucos nem percebem como esta vida é
E eu no meio disso já nem sei mais porque tento

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