Histórias passadas de coisas não tão passadas assim

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Manhã e Madrugada

Manhã e madrugada se confundem novamente
E na minha mente o sentido das coisas se dissipa
Será loucura continuar tentando fazer diferente?
Qual resposta mudará quando a dor já me antecipa

"As coisas não irão mudar, meu jovem, pare de tentar
Se machucar todas as noites buscando a novidade
Se misture à cidade e busque o seu lugar
Alguém há de te amar pelo que és de verdade"

Eu sou só um cara que ainda vê alguns motivos
E me privo da paz que traria a indiferença
Me sento novamente à mesa para ouvir tantos avisos
Sei mais uma vez que a madrugada será intensa

Passo as mãos na minha obra. Será olá ou só adeus?
Deus, me dê sossego, pois eu só quero dormir
Mas relembrar que os meus sonhos todos são teus
É realizar com certa calma que essa noite vai sumir

E quando chega o sol de novo, quem sou eu na sua vida?
Sou nada além de um objeto que abraças repousando
Quando abrir os olhos minha imagem é esquecida
E existiremos outra vez, mais uma vez nos afastando

Já não me basta ter vontade de digitar tantas sentenças
Já não me basta ter vontade de te guardar em meio a prosa
No fim de tudo sei que a vida seguirá sem diferença
E que a vida faz da gente outra lembrança dolorosa

Mas continuo aqui no ofício do triste sonhador
Sonhando em claro com você e sua presença no colchão
São os cigarros que me faltam, o álcool não dissipa a dor
Saber de todas as coisas que não acontecerão

Mas minha manhã e madrugada se tornaram uma só
Hoje o dia será bom, haverá sua felicidade
Não entrarei em contato pra te dizer: "Me sinto só"
Deixa a sua alegria bem longe da minha saudade



Nenhum comentário:

Postar um comentário