Histórias passadas de coisas não tão passadas assim

sábado, 12 de março de 2016

Nota #3

Só não entenda meu lamento com agonia
Só não me julgue como um fraco ou perdedor
Já não há graça em continuar a ironia
E nem chamar o desengano de amor

Eu mantive a sanidade por uns anos
Talvez agarre algum resquício de um chão
Sobre a intenção por trás de todos os planos
Levo comigo, vocês nunca saberão

Há no fim uma certa serenidade
E algum cheiro doce amargo de nós dois
Pra confundir o instante frágil e derradeiro
Revendo o tempo enxerguei tanta maldade
Só peço não ter que me repetir depois
Que do meu corpo reste apenas um canteiro

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