Histórias passadas de coisas não tão passadas assim

sábado, 12 de março de 2016

Nota #1

Abrir o peito para o que vier agora
Sangrar sem fim até que o fim ocorra
Aplacar o sofrimento de quem chora
Silenciar-me mesmo que pra isso morra

Olhos abertos para a mente estraçalhada
E pela boca escorrerão mais mil soluços
Trancar-me em mim ou me dispôr, não muda nada
Cortar o espírito ou até cortar os pulsos

E a madrugada nunca é tão passageira
Todos os dias são detalhes pra quem fica
Entardeceu mais uma vez nesse horizonte
Deixei meu verso, não havia outra maneira
Deixei meu canto pra manter sua alma rica
E então agora devo atravessar a ponte

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