Histórias passadas de coisas não tão passadas assim

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Compensação

Aceite, meu caro
A tua imagem já não mostra nada
As tuas palavras já não dizem nada
Mas isso não dói
Aceite que não sentir também é uma condição

O eterno é raro
O efêmero já se fez tão vago
E não há como desfazer o estrago
Troque os lençóis
E novamente desocupe o coração

Agora senta e espera
Que as pessoas aprendam com os anos
Sobre a dor de refazer os planos
Abaixa a voz
E guarda pra ti tudo que é vontade

Esqueces de novo o que era
Apaga os novos velhos desenganos
E volta a te cercar de estranhos
Desata o 'nós'
E deixa se ocupar todo de saudade

Que é bom lembrar que a gente é muito pouco pra qualquer um
Mas que a gente é muito mais do que o valor que nos é dado
Se faz de forte só por hora e sobrevive por agora
Que todo esforço é compensado

4 comentários:

  1. :) Se faz de forte só por hora e sobrevive por agora! ;) adorei

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  2. Vejo nesse poema algo sobre fechar os ciclos e abrir novos caminhos. Lindo oq vc escreve, tocante!

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