Histórias passadas de coisas não tão passadas assim

domingo, 20 de dezembro de 2015

Ano Velho

Devo não pensar nisso, devo não pensar em nada
Devo resguardar-me em meio aos travesseiros 
Devo acalmar a minha alma apavorada 
Devo desfazer a essência destes devaneios

Devo aceitar meu peso, devo ser mais leve
Devo entender que causo atrito em vários meios
Devo te olhar com calma, te poupar do estresse
Devo realizar sozinho todos meus anseios

E deixar que a noite passe, que o dia mude
E que a solidão se vá mais naturalmente
Aceitar meus dias ruins, tentar ser menos rude
Acalmar os nervos, seguir meus pés pra frente
Devo entender enfim que o meu papel no mundo
Aceitar que o fim chegará pra tudo

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