Histórias passadas de coisas não tão passadas assim

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Dys

Se hoje eu ando pelas ruas e já não sinto nada
E em cima da calçada já não sei mais pra onde andar
E se eu perdi meu tempo em tantas coisas espalhadas
Hoje eu não tenho nada pra perder e pra ganhar

E agora eu guardo as sobras dessa alma mal tratada
A imagem remendada de um triste sonhador
Mantenho esse compasso, sigo o passo na estrada
Que aqui não tenho nada que alivie a minha dor

O meu tempo já chegou e talvez tenha passado
Mas 'inda vivo de passado e sou aquilo que restou
Talvez já não me reste nenhum tempo pra mudar

No passar do tempo eu deixei tudo inacabado
Meus dias separados pelo que nunca terminou
E já não há nem mesmo razão pra continuar

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