Histórias passadas de coisas não tão passadas assim

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Embora Pareça Tarde

Vou embora, que já se faz tarde
Você parou o seu relógio, mas meu tempo continua correndo
E assim sendo, não há mais nada para mim aqui
Não há mais nada para mim que venha de ti
Não há mais nada... nada

Vou embora, que já se faz tarde
E depois de tanto alarde, é hora de começar a correr
Contra o tempo, desfazer os contratempos
Refazer o que eu perdi, repensar o que vivi
E pensar em como a vida ia se acabando

Vou embora, que já se faz tarde
E vou tarde, muito tarde
Perdi tanta coisa te guardando
Que agora nem sei o que guardar
Não creio mais no verbo amar
E nem em quem diz estar amando

Embora esse seja o fim
Acredito em outro começo em outro lugar
Em outro caminho que tenha destino
E que eu saiba que valha a pena traçar
Vou embora sozinho, mas dessa vez, com vontade de chegar

Nenhum comentário:

Postar um comentário