Histórias passadas de coisas não tão passadas assim

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Zero

Zero.
Esse é o valor que me é atribuído.
Sou só uma sombra do que eu deveria ser pra cada um de vocês e sirvo apenas para a proporcionar diversão enquanto sou pisoteado. Sou a mesma sombra que te vela a noite, embora tudo o que sintas seja desespero e, como de costume, desapareço quando as luzes se acendem. Sou aquela sombra que vocês teimam em ignorar, fecham os olhos pra não ver e se esquecem ao nascer do sol, pois só existo com a lua, pra vocês eu só existo de noite.

Perdi a conta das tentativas de me fazer ao menos notável. Perdi a vontade de contar.

Eu sou nada... o nada que vocês sentem. Sou aquele vazio que incomoda tanto, mas que você se esquece por não saber de onde surgiu. Sou os espaço vazio do seu lado, o espaço que você nunca quis que eu ocupasse. Eu sou solidão materializada, sólida, sólita, concreta, mas sou a solidão que nunca te faz mal, pois ninguém quer o que não existe, pra vocês eu nem sequer existo.

Perdi a conta das sensações que provoquei. Perdi a capacidade.

Eu sou o que foi apagado, esquecido, torturado e substituído... mas ainda assim, o que tentou ser tudo o que podia pra cada um de vocês.

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