Histórias passadas de coisas não tão passadas assim

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Dançando no Escuro

Perdido em tantas cordas que uso pra me amarrar
E te encontrar mais fácil, amor, sua silhueta
Usar desta faceta de quem sofre por amar
E te buscar em hipóteses que nem você aceita

Canto para nós uma canção que se repete
Enquanto você se diverte com o que passa lá fora
Eu já não vejo a hora de mudar o intérprete
Já não tento alterar as canções que canto agora

A gente vem dançando a mesma valsa pelos anos
Dois pra lá e dois pra cá, mas caímos sempre aqui
Nesse ponto em comum onde descrevemos planos
Dois a mais, são só nós dois, mesmo quando eu te perdi
A coreografia que nós dois elaboramos
Que já não vê a hora de se repetir

A gente dança no escuro pra se guiar até o fim
Do mundo.

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