Histórias passadas de coisas não tão passadas assim

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Sangue Quente

Eu tentei ficar de pé e me mostrar valente
Pretendi ter outra fé e sangue ainda quente

Pois então, cansei da solidão acompanhada
Cansei dessa emoção desajustada
Dessa sensação de não ser nada, não ter nada
Talvez não seja nada... não valha
Talvez seja só falha, não sei. Não!
Talvez só compreensão... incompreensível
E a gente se retalha assim, só pela diversão
Só por um domingo que não chega e passa rápido
Inatingível.

Rápido demais. A gente foi longe, muito longe
Muito rápido.
Você não sabe o que é sentir e eu nem sei mais não sofrer
E agora enquanto vais dormir eu viro a noite a lhe escrever
Sobre como nunca lhe ter é pesado
Sobre como meus dias estão...
Vagos.

Há espaços por aqui. Lugares vagos (coração?)
Jamais estarão, você os dominou
Seu nome se gravou, feito tatuagem
Que nem sei mais se tens a coragem (de gravar)
Que tinhas quando falava no futuro
E eu cego e no escuro, que é o que você chama de amar...
Pois bem, querida, deixe estar.
Espero a noite acabar e vou embora
Já tem sol lá fora e gente que me inspira
Você é única pra mim, mas acredite, o mundo gira
E seu tempo vai passar.

Espero que mais coisa passe.
Espero no fundo um desenlace: se me queres, vem
Se não sabes, tudo bem... me acostumei a viver sem
Sem amor e sem resposta, sem defesa, cara exposta
Sem você e nem ninguém.
Por sorte guardei a mim mesmo. Minto
Vaguei a esmo até aqui, só pra lhe dizer que sinto
Amor, ódio, alívio
Dor. E ainda guardo o teu sabor
Doce amargo (triste fardo).

Anote aí meu telefone, me ligue quando puder
Quando quiser, mas só se der e tiver tempo
Pois é certo que um momento não há de bastar
Eu tenho fome do teu nome, amor, tenho sede da tua voz
(Pena que não posso falar por nós) Quero você a noite inteira
De segunda a sexta-feira, mesmo sem vontade (verdadeira)
Mesmo que em outra cidade.

Não me culpe se te quero e faço tudo por você.

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