Histórias passadas de coisas não tão passadas assim

domingo, 20 de fevereiro de 2011

6 de Maio

Meus pés doem
É tanta estrada, tanto chão
Do meu descanso eu abri mão
E ando enquanto ainda agüentar

Segui seu rastro em pensamento
E guardei teu endereço
Só lhe peço o que mereço
Pra apagar o teu pesar

Sonhos se constroem
Das várias chances de perdão
De cada beijo e abraço em vão
São todo o meu pensar

Fiz do teu nome mil poemas
Mas palavras se distorcem
Desdobram-se em meio ao vento

Gestos se desfazem
São restos de outros momentos
Talvez só meros contratempos
É tudo aquilo que restar
É tudo que já cansei de te falar

Já não há espaço só pra mim
Eu fiz a casa pra nós dois
Deixei tudo pra depois
Não cabe a minha solidão

Eu te segui até aqui
Só pra segurar sua mão
E destruindo minha razão
Dizer pra ti tudo que sou

Guardei pra ti o que restou
Do que chamavam coração
Guardei pra ti o que ficou:
Meus olhos sem nenhuma cor
E suas molduras já profundas
Escondem dores absurdas
Escondem amores e o que for
Que quiser levar de mim

Seja eterno ou passageiro
Ou apenas veraneio
Se for incerto
É certo que te buscarei
Nem que apenas em algum sonho antigo
Mesmo com toda a certeza do perigo
Vale a pena por você

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