Histórias passadas de coisas não tão passadas assim

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Ao Acaso

As vezes eu sinto sua falta, devo admitir
As vezes na cama procuro teus braços, pra me cobrir
As vezes encontro vestígios desse carinho que havia
E da necessidade de ti que em mim persistia

As vezes eu desejo sua volta, não posso negar
As vezes sufoco meu grito e até penso em te ligar
Você foi embora e deixou um espaço que já era seu
Foi embora, não volta, eu entendo: já deu

Mas eu ainda vejo teus olhos, eu ainda lembro teu nome
Eu ainda sinto saudade da dificuldade em nós dois
Eu ainda espero que um dia meu destino te enlace outra vez
Eu sei que meus passos são duros, logo meu rosto some
E a gente não passa de sombra, algo que o tempo propôs
O que o acaso criou, o próprio acaso desfez

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