Todo espelho revela-me, ao fundo os mistérios,
Decifra o sorriso que ostento e direi:
Há no reflexo um sujeito poético
Que grita em silêncio o que já calei.
Pressiono em meu peito teu corpo hipotético,
E beijo-o, em sonho, como beijaria em vida.
As coisas que sinto, que penso e que sonho
Se reinventarem quando encontrei você.
Por sob as certezas mais nobres da alma,
De dentro da câmara quente do coração,
As noites se estendem quando, tolo, imagino
Todas as noites que logo virão.
Se houvesse, mesmo que insólita, a chance
De tê-la em meus braços esta noite, a teria.
Dois dias de insônia, delírio e fraqueza
Dois dias de amor - quem acreditaria?
Esta noite de estrelas, esvaziada de essência,
Os astros proíbem nossa plenitude,
A lua brilha, mas já não ilumina mais nada
Por compaixão aos amantes distantes.
Se fosse possível lhe daria a posse
De cada emoção que fizeste-me sentir
E a faria senhora de nosso tempo juntos
Dona de tudo que eu quero escrever.
Mas resta tua ausência, gritante e exposta
Mais verdadeira que nosso romance,
Que o tempo passe e o peito descanse,
Pois logo seremos inseparáveis.
Duvida da paz, duvida da morte
Questiona as estrelas, a lua e o sol
Duvida do amor, duvida da sorte
Mas acredita em minha declaração.
terça-feira, 30 de junho de 2020
segunda-feira, 29 de junho de 2020
Diante do Mar
Sento-me diante do mar
A imaginar como seria
O corpo distante do meu
Aquecendo a cama fria.
Se um dia pudesse te amar
Do resto todo esqueceria,
Assim como o mundo esqueceu
Como se escreve poesia.
És livre, vem me libertar
Da solidão e da agonia,
Toma este corpo que é teu,
Preenche esta mulher vazia.
Mas só venhas se for pra ficar,
Pois eu jamais saberia
Como escrever um adeus
À minha própria alegria.
Quando menos esperar
Quando menos esperar, já serás parte de meu canto,
Parte destas linhas tortas que te escrevo displicente.
Então, só pelo susto, é que eu logo te adianto
Que me apaixonar agora é um tanto coerente.
Quando menos esperar é que eu ajo, silencioso,
E te escrevo novamente, pra frisar o envolvimento.
Não peço que respondas, é somente o que não ouso,
Mas saibas que a desejo, a todo momento.
Quando menos esperar, já estarás me esperando,
Mas nunca saberás ao certo o que deves esperar,
Se até a mim assustas o desenrolar dos planos.
Quando é que a espera acaba? Isso está me inquietando.
Ansiosos, como nós, nunca souberam esperar,
Mas é que nós dois sabemos evitar os desenganos.
Parte destas linhas tortas que te escrevo displicente.
Então, só pelo susto, é que eu logo te adianto
Que me apaixonar agora é um tanto coerente.
Quando menos esperar é que eu ajo, silencioso,
E te escrevo novamente, pra frisar o envolvimento.
Não peço que respondas, é somente o que não ouso,
Mas saibas que a desejo, a todo momento.
Quando menos esperar, já estarás me esperando,
Mas nunca saberás ao certo o que deves esperar,
Se até a mim assustas o desenrolar dos planos.
Quando é que a espera acaba? Isso está me inquietando.
Ansiosos, como nós, nunca souberam esperar,
Mas é que nós dois sabemos evitar os desenganos.
Desastres e Transtornos
Te fiz uma promessa, aos teus olhos desatino,
Entretanto cá estou mais uma vez versificando
A mística imprecisa do meu mais novo encanto,
Já não sei o que esperar de tantas peças do destino.
Me conta toda a história que viveu até aqui
Que eu enfeito com palavras o momento que vivemos
Não críamos ser possível, como nos surpreendemos,
A minha próxima história tem espaço para ti.
Vem, mas traz o teu desastre e teu transtorno
O que deu errado antes, que é pra gente consertar,
E o que ainda quer viver nos anos que vem a seguir.
Vem, mas saiba que depois não há retorno,
Cada poema que escrevo é só pra te enfeitiçar
Com essa ânsia de viver o que ainda vamos construir.
sexta-feira, 26 de junho de 2020
A Criança e o Mar
O mar logo será natural aos teus olhos, criança,
Não se assuste com a imensidão a frente,
Tua vida veio como um sopro de esperança
Que renova um mundo indiferente.
Virão vários dias de luta e algumas noites de sonho,
E as vezes a força parece falhar, é verdade,
Mas saibas que tu terás sempre o tamanho
Das tuas ideias, somadas à força de tua vontade.
Tua história não acaba na praia, entre a areia
E o sol que te banha, nãoprenda-se ao medo latente
Que emana das feras do fundo do mar.
Escuta somente aquilo que teu próprio peito anseia,
E faz tua história como vier-lhe à mente,
Tu tens um mundo a conquistar.
Não se assuste com a imensidão a frente,
Tua vida veio como um sopro de esperança
Que renova um mundo indiferente.
Virão vários dias de luta e algumas noites de sonho,
E as vezes a força parece falhar, é verdade,
Mas saibas que tu terás sempre o tamanho
Das tuas ideias, somadas à força de tua vontade.
Tua história não acaba na praia, entre a areia
E o sol que te banha, nãoprenda-se ao medo latente
Que emana das feras do fundo do mar.
Escuta somente aquilo que teu próprio peito anseia,
E faz tua história como vier-lhe à mente,
Tu tens um mundo a conquistar.
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