Nosso crime sempre fora nutrir qualquer tristeza
E assim, compartilhamos, além de ausências e silêncios,
Esta sentença de penosa solidão,
Mesmo quando acompanhados.
Resta ainda a dúvida, os mistérios sujeitos apenas
A teus tristes olhos, tuas mãos de garras felinas.
Tuas mazelas anunciadas friamente, no vestido negro que trajavas,
Teus cortes de tecido, tuas alegorias mórbidas expressas em tela,
Tuas palavras, lâminas lançadas a meu corpo,
E eu, alçado na loucura de tuas apresentações,
Servo de tuas indisposições e amarguras,
Já não sei mais como servir.
quinta-feira, 28 de maio de 2026
Das Sentenças
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