E assim, diante às portas que me levariam
Novamente à fantasia de um amor perdido
Devo tomar, em súbito choque de qualquer realidade,
A direção oposta?
E ao buscar, de mãos postas em ferragens
Deste encontro, qualquer vislumbre de um futuro,
Encontraria senão ruína,
Senão aquilo que não foi e nunca será?
Frente a instância de deu novo recomeço,
Em uma impensável hora, de temor e lucidez,
O fim acusa um recomeço,
Em que eu não posso estar.
quinta-feira, 28 de maio de 2026
Um não-lugar
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