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sábado, 21 de março de 2020

Poesia dos Excessos

Eu, a beira do colapso, te busco novamente
E me entrego, sem pudor, torpor de meus sentidos
Volto então a desenhar caminhos divididos
Pra acalmar a tempestade que desaba em minha mente

Eu darei início a busca do fim que é só o começo
Nunca me ensinaram a negar meu desejo
Sei que ao fechar os olhos, será você que eu vejo
E acordo de manhã com as dores que mereço

Excessivamente lúcido, no fundo tudo é só rotina
Já não há saída dessa sina, já não há saída dessa sina
Excessivamente lúcido, no fundo tudo é só rotina
Já não há saída dessa sina, já não há saída dessa sina 

Mas afinal, agora é só disritmia, afinal agora tudo
Que eu queria era ter mais, quem sabe um pouco basta
Afinal, eu sigo noite a dentro a linha vasta
E vejo o que não está aqui, sentindo falta, falta…

Eu, a beira do colapso, te busco novamente
E entrego o que pedir de mim, sempre tão sorridente
Volto a desdenhar quase completamente
Eu já não quero mais, só quero diferente

Excessivamente lúcido, no fundo tudo é só rotina
Já não há saída dessa sina, já não há saída dessa sina
Excessivamente lúcido, no fundo tudo é só rotina
Já não há saída dessa sina, já não há saída dessa sina

sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

III

Meu coração é lutador
Incansável pela estrada
Sofrendo longe de sua amada
Pra provar o seu valor

Bate torto, sangra e chora
Se você vem ele se abre
E abaixando escudo e sabre
Deixa as lutas pra outra hora

Ele se esconde na tristeza
Pra bombear felicidade
E então se esquece que ainda bate
Em resposta à tua beleza

Meu coração é lutador
Guerreiro forte de olhar manso
Que só precisava de um descanso
Pra poder te dar amor

terça-feira, 17 de dezembro de 2019

Salamandra

Me tomaram tudo, exceto o dom de ser sozinho
Absorto em erros que seguem se dividindo 
Eu que renasço em fogo toda vez que o céu condena
Por portar a luz de tudo o que vale a pena


Cuidado, companheiro, nem só o ouro reluz
Morreram as dúvidas, questiona quem te conduz
Anjos e demônios lhe sussurram ao pé do ouvido
Acordarão a fera que em ti tem residido



Lembra que…


O fogo que destrói é o mesmo fogo que renova
São as ondas calmas que fazem a maré nervosa
O vento que sopra distante é o que nos corta a pele
A terra que se abra e o eterno se revele
Pra admirar o espelho…


Que já não te mostra o que acreditas ser
Revela em ti os medos que pretendes esconder
Olha para a luz, mas segue seus próprios passos
Não escutarás provérbios desses sábios falsos


Lembra que… 


O fogo que destrói é o mesmo fogo que renova
São as ondas calmas que fazem a maré nervosa
O vento que sopra distante é o que nos corta a pele
A terra que se abra e o eterno se revele
Pra admirar o espelho em sua alma


Do fogo ao fogo, mas nunca verás as cinzas
Encerra e principia mas jamais verás o fim
Do fogo ao fogo, mas nunca verás as cinzas

A salamandra queima iluminando o seu jardim

quarta-feira, 13 de novembro de 2019

Lobo

O Homem é o lobo do homem
A lealdade ao capital
Das matilhas do jornal
O lobo lhe volta ao olhar
A servidão contratual
E um mundo inteiro desigual
Que busca se eternizar

O homem é o lobo do homem
É da sua natureza
Ver a morte com frieza
O lobo lhe volta ao olhar
Nos dividimos em tristeza
Partilhando uma certeza
De que a hora vai chegar

O homem é o lobo do homem
Aquele ser tão dominante
Que cria o mal e o atenuante
O lobo lhe volta o olhar
Nada mais lhe é preocupante
Controla o porto e a estrada errante
Mas fica preso em seu lugar

O homem é o lobo do homem
E o fim nunca se aproxima
A guerra e a fome logo na esquina
O lobo lhe volta o olhar
E a gente segue pela sina
E faz do desespero a rima

Somos os pratos do jantar

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Ensaio Sobre a Bruma

O mundo inteiro e o absurdo
E o devaneio e a solidão
Me precipito somando tudo
No precipício da imensidão

Amenizando a bruma desta vida que se estende
Cessar os intervalos em tudo aquilo que se sente
Fraquejo na alvorada mas a vida segue em frente
Só pra derramar poesia em outro dia que virá
Será?

Se eu dormir demais não me acorde deixa o sonho prosseguir
Aceito tudo aquilo me envolve, mesmo que eu não possa permitir
Todo dia a gente tira a sorte só pra ver o azar se repetir
Chega de se dividir em acordes, chega de rimar sobre existir

O mundo inteiro e o absurdo
E o precipício e a imensidão

São todos tons mais claros, mas o mundo segue escuro
São todos sons mais vastos, mas o mundo segue surdo
São todos funcionários, mas o pagamento é curto
E 10 bilhões de sonhos que se apagam de manhã

Se eu dormir demais não me acorde deixa o sonho prosseguir
Aceito tudo aquilo me envolve, mesmo que eu não possa permitir
Todo dia a gente tira a sorte só pra ver o azar se repetir
Chega de se dividir em acordes, chega de rimar sobre existir

Tudo aquilo que eu calo, nasce e cresce em algum lugar
Pra me assombrar de noite quando eu já me esqueci
E se eu não me esqueci o pesadelo intensifica
E o que significa quando eu morro no sonhar?

Toda sombra toma forma, toda forma tem sua cor
E a ressaca das palavras que a gente evitou
De manhã eu guardo o sonho na estante em frente a cama
Mas o desconforto segue aonde quer eu for

Há espaço pra poesia quando a distopia vem?
Todo mundo já cansou de ouvir dos dias do passado
Serve outra dose longa e acende outro cigarro
O esforço inadequado em ser aquilo que convém

Se eu dormir demais não me acorde deixa o sonho prosseguir
Aceito tudo aquilo me envolve, mesmo que eu não possa permitir
Todo dia a gente tira a sorte só pra ver o azar se repetir
Chega de se dividir em acordes, chega de rimar sobre existir

Todo mundo sonha um dia
Todo mundo sonha um dia

Programa o teu relógio e esquece o que queria
Pois o dia a dia engole quem não quer contribuir
E se é isso que nos resta não dá mais para fugir
Morfeu virou as costas para tua fantasia

Mas não basta eternidade pra justificar a ausência
Se a vida é sobre ter alma então algo deu errado
Eu até quis fazer parte, mas me exigiam tanto
Eu até quis fazer parte, mas perdi a paciência

Todo mundo vai sonhar um dia e acordar com aquela sensação
De que tudo aqui é uma mentira e que não existe solução
Todo mundo vai sonhar um dia e morrer por dentro um pouco mais
Tudo é só uma imensidão vazia, então que diferença faz?

O mundo inteiro e o absurdo
E o devaneio e a solidão
Me precipito somando tudo
No precipício da imensidão

Amenizando a bruma se é que você me entende
Cessar os intervalos em tudo aquilo que se sente
Fraquejo na alvorada mas a vida segue em frente
Só pra derramar meu sangue em outro dia que virá

Todo mundo vai sonhar um dia e acordar com aquela sensação
De que tudo aqui é uma mentira e que não existe solução
Todo mundo vai sonhar um dia e morrer por dentro um pouco mais
Tudo é só uma imensidão vazia, então que diferença faz?

Se eu dormir demais não me acorde deixa o sonho prosseguir
Aceito tudo aquilo me envolve, mesmo que eu não possa permitir
Todo dia o sol bate mais forte, expurga o que não dá pra redimir
E o resto a gente transforma em acordes e segue como dá para seguir

domingo, 3 de dezembro de 2017

Comum

Toda explicação possível não explica quase nada
Somos só um acidente que teima em se repetir
Ao final de cada noite, procurando pra onde ir
Procuro a resposta certa para a pergunta errada

Vem a tempestade, a fúria e o destino é transitório
Minha pele que recorda o peso de cada velho toque
Como precipitar-se as águas e pedir que não sufoque
O amor carrega sempre um sofrimento compulsório

Tudo anda misturado, não dá mais pra distinguir
Outro dia a gente tenta explicar a solidão
E quem sabe em devaneio encontrar a solução
Pra tudo que se sente mesmo sem querer sentir

Todo dia apresenta outra falha no roteiro
A gente vai seguindo a vida e não entende quase nada
E o que é que nos importa após outra madrugada
Duvidar de qualquer coisa é o que me faz inteiro

Tanta coisa entrelaçada nessa imensidão comum
O mistério desvendado traz somente outro mistério
E os castelos ilusórios vão caindo um a um
Não há nenhum motivo pra levar tudo isso a sério

Tanta coisa entrelaçada sem nunca se completar
E essa gente que aponta sem mostrar outro caminho
Toda medida possível pra não se sentir sozinho

Aceito qualquer coisa que possa melhorar

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Ritual Visual

E a fumaça para o tempo toda cor se misturou
Do pouco que sobrou nós não iremos nos lembrar
Deixa o escuro te contar o que você sempre buscou

Quem eu sou?
Há dias eu me sinto louco
E o tempo tem passado pouco

As folhas assobiam mas é tudo outro segredo
É que o homem sente medo de tudo que é oculto
Deixa o coração bater no susto aceita o desacerto
Que eu aceito que nós nunca mais conseguiremos
Nunca mais encontraremos o fundo disso tudo
Nunca mais mudar o mundo, entender o absurdo
Que é viver no mundo que é real

Realidade vai voltando, mas a gente vai fugir
Pra nunca ter que existir pela força do costume
Deixa a dor pra quem não se assume e busca o Ritual
Visual, deus sussurra em teu ouvido, tudo fica divertido
E a fumaça para o tempo
toda cor se misturou e do pouco que sobrou
Nós não iremos nos lembrar de como era antes
Reconhecer os semelhantes que ficam para trás
Escolhem o cotidiano seguem por seguir o plano real

Habitual
Eu sempre nego o que é real
Danço em qualquer ritual visual

quarta-feira, 12 de julho de 2017

À Minha Procura

Dentro de mim o que nunca sacia
É a busca pelo que não entendo
E sendo assim, minha alma vazia
Da dúvida vai se preenchendo

Correntezas que vão, correntes que ficam
São tantas coisas que passam
Amores que enlaçam, ilusões edificam
E os sonhos que se embaraçam

À minha procura quem é que se lança
Se não eu que nunca me encontrei
Não pertencer é o que tenho em comum
Com toda gente que achei

Nada a fazer senão esquecer o medo
E tudo o que me prende ao tempo
E o tempo que passa e escorre entre os dedos
Lembrando o valor dos momentos

Hei de encontrar algo que faça jus
Ao tanto que deixo de mim
E nessa escuridão que se faça a luz

Que eu me redescubra no fim

domingo, 25 de junho de 2017

Sinestesia

Somos cura pro amargor que nós mesmos causamos
Pra fugir desse torpor que a vida força para dentro
Vamos recriar o amor e nos encontrar no centro
Aproveitar este sabor do caso que nós começamos


Bagunça a minha vida com o olhar silencioso
Destrói esta barreira erguida entre nós e a felicidade
Deixe a dor se esquecida e me acompanha na cidade
Com esperança repartida no futuro misterioso


Não se esquece deste toque
Te compus em melodia
Saudade e sinestesia para além da madrugada
Não se afasta assim tão cedo
Deixa amanhecer o dia
Descobrir o que seria nossa vida misturada


Algo deve nos bastar então que seja este conforto
Faz do meu corpo lugar de descanso pra sua pele
Tudo o que eu não lhe falar espero que o tempo revele
O interesse a despertar meu coração já quase morto


Não se esquece deste toque
Te compus em melodia
Saudade e sinestesia para além da madrugada
Não se afasta assim tão cedo
Deixa amanhecer o dia
Descobrir o que seria nossa vida misturada

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Devir

Refletindo a correnteza, são teus olhos em minha mente
É não ter sido diferente e ainda assim estar aqui
Ser a minha voz que ecoa e silencia tanta gente
E no alto de mim mesmo eu já nem sei pra onde ir

Tudo isso é meu devir, meu espírito se solta
600 voltas nesse sol que já não aquece nada
E o fim é a alvorada, é tudo aquilo que não volta
É só mais uma canção que não quer dizer mais nada

Escorre em minha pele tanta coisa que não sei
E é só mais uma questão, só parte desta coleção
Do que é que se esconde em meio a nossa visão
E de tudo o que eu diria, quanto eu disse ou me lembrei?

É mais um passo ao abismo, e tudo é só imensidão
Toda aquela solidão que se sente acompanhado
E ao fechar os olhos alcançar conexão
Com tanto desse mundo que nunca foi achado

Escorre em minha pele tanta coisa que não sei
E é só mais uma questão, só parte desta coleção
Do que é que se esconde em meio a nossa visão
E de tudo o que eu faria, quanto eu fiz? Eu me lembrei
De nunca levantar a voz
De nunca me abalar a sós
De nunca mais depender de nós
Que tudo que existe é muito mais do que a existência
De sempre me lembrar do eu
E nunca me esquecer quanto doeu
E quando eu me perder no caminho que é seu
Aperto ao peito a consciência


terça-feira, 29 de novembro de 2016

Primavera

Deixa eu me deitar na terra e ser parte disso tudo
E ter em mim a empatia de tudo que aqui vive
Deixa eu ter a consciência desse enorme e absurdo
Instante de clarividência de um mundo que nunca tive

Deixa eu me rasgar nas folhas secas, me queimar, virar fumaça
E estar em meio a tudo que preenche a sua vida
E entre o certo e o duvidoso ser a linha que limita
Entre o que já foi e o que vier, a certeza de que tudo passa

Que hoje eu quero estar do outro lado do que enxergo
Se me ergo e me refaço como a própria primavera
E me misturar à terra, ao ar, à agua, ao universo
E ser nada daquilo que qualquer pessoa espera

Deixa eu escorrer dos poros o que define minha essência
Pra pingar em meio às flores e nutrir a insanidade
Que os deuses me provenham qualquer outra realidade
Já não quero carregar nos ombros minha consciência

E se nada me bastar então aceito ter o nada
E se o nada me assustar, me ilumino no escuro
E se o escuro aprofundar-se é a minha mente já cansada
Gritando que a metafísica é apenas um murmúrio

Por que é que eu me preocupo com o que fica para trás
Se o que vem pela frente é que me abala o chão?
Me desfiz em tantos versos que vocês não lembrarão
Me eternizo nessa obra que jamais esquecerás

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Autorretrato

Fruto de mim mesmo tenho a chance de acertar
Senhor de minha angústia, sou apenas o que sou
Contando as incertezas do que é que me restou
Me vejo no retrato e me engano por gostar

Tudo me preenche porque nada me contém
Deixo tanto em tudo e ainda resta tanto em mim
Nada disso basta, porque eu não sou assim
Eu quero muito mais do que aquilo que convém

Eu que penso em cores e formas de viver
Imerso em tanta coisa e nada diz de mim
Me perco e me desfaço, me entrego ao que vier
Cerro os olhos, frágil, aguardo pelo fim

Eu que vivo fora do comum e do usual
Aceito as madrugadas e a falta de razão
Abraço as indecências e essa minha condição
De não conviver com o que é só normal

Na caligrafia eu me escorro muito mais
Em duas dimensões completamente desleais
Aqui eu sou imenso e o infinito se desfaz
Não tenho limites, então porque ainda tento?

Num autorretrato eu me escondo na moldura
Sou só o que eu escrevo e nunca aquilo que aparento
Num autorretrato eu me escondo na moldura
Em sonhos coloridos que revelam meu momento

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

A Poesia Não É Sua

Há muito lhe dei meus braços
E minhas mãos se fazem suas
Mas, querida, me entenda
Isso é tudo o que lhe dei

Talvez tenha cedido mais
Mais abraços vendo a lua
Mas querida me entenda
A poesia não é sua

Minhas palavras são presente
Não se fazem de passado
Não há dono, há remetente
Não me entrego como escravo
Então engulas o que sente
Pro bem de quem jaz ao seu lado

Há Muito lhe dei minha pele
E pedaços da minha alma
Mas sei que não te vale nada
Se foi só isso que te dei

Talvez tenha sofrido mais
Mais noites claras na rua
Mas querida, enfim entenda
Que a poesia não é sua

Meu coração é dos presentes
Não pode mais caber passado
Não há dono, há remetente
E já não és destinatário
Então, te apegas ao que sentes
Que é só fantasma do seu lado

terça-feira, 8 de maio de 2012

Do Alto (Só um Café)


Eu já posso ver o sol daqui do alto
E agora não parece a hora certa pra fugir... ou desistir
Não se apresse... só comece
Tenho tempo pra te ouvir... te seguir

Não há histórias de tempos de glórias
Pra se discutir
Chega de festas e falsas promessas
Eu cansei de sentir... e mentir

E se de repente eu te encontrar
No meio das ruas de outro lugar
Será?
E no meio da noite eu vou acordar
Escutando a tua voz chamar
Vem cá...

Eu já posso ver o céu daqui do alto
E salto na hora que chegar pra ficar
Nada aquece, eu já fiz prece
Pra te achar... te guardar

E se de repente você me achar
Perdido nas rua, na porta de um bar
Será?
E no meio da noite eu vou de acordar
Com um violão na janela a cantar
Vem cá
Que eu posso te dar o que você quiser
Te tomo e te faço a minha mulher
Se vier
Que eu divido minha casa, dou o coração
Eu já te procuro a tanta estação
Pro que der
E vier
Ou só um café


quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Distração

Todo dia às 7 saio pra comprar o pão
Já sem me questionar se isso é verdade ou ilusão
Assisto outro cigarro apagando-se no chão
E a vida segue em frente e toma outra direção

Todo dia às 7 acordo e corro pra estação
Já sem me questionar se é por vontade ou por pressão
Assisto outro cigarro desfazer-se em minha mão
E a vida ocupada esconde-se na multidão

Será que eu me perdi ou me esqueci de procurar?
Encaro o meu retrato em outro tempo, outro lugar
Será que eu te perdi ou não cheguei a te encontrar
Decorei as palavras do que iria perguntar

De volta ao palco armado com minha voz e minha razão
Ensaio cada frase disfarçando a solidão
Os dias se repetem ou fui eu quem não mudei?
Sou tão desatento que nem lembro onde andei

Será que eu me perdi ou me esqueci de procurar?
Encaro o meu retrato em outro tempo, outro lugar
Será que eu te perdi ou não cheguei a te encontrar
Decorei as palavras do que iria perguntar

Eu não sei se é por descuido ou distração
Mas já perdi tanto tempo em solidão
Eu não sei se é por descuido ou distração
Mas já perdi tanto tempo em solidão que hoje eu digo não

E agora acordo às 7 em qualquer outro lugar
Já não paro mais em casa pois você nunca está lá
Já olhei por toda parte, eu só queria te falar
Que o espaço na minha vida é feito pra você ocupar

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Dorian

As the colours of the wall fade away 
My face will stay the same 
As the years go by and the poets cry 
You won’t forget my name 

Take a good look at this Picture 
What can you see? 
Shall I whisper never and live forever 
As a ghost inside of me? 
Would you still Love me If I was old 
Or would you take your words away? 
I will keep my Picture locked and safe 
And my beauty will be a fake 

Time will never pass for me 
And I’ll never be set free 
And my curse will never die 
My Picture must be this phantom of me 
Forever... 

As the years will fly away 
My face will stay the same 
And you all will die while I’m still alive 
I’ll be lonely by the end 
And i’m running in my dreams 
From the evil things I’ve done 
I’ll wear this mask of blood and flesh 
Of the man that is long gone 


Dorian, come take a look at me. 
What is wrong with me? 
What is wrong with you

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Homens tão Sozinhos

De tantos desenlaces
De todos os impasses
Tudo tão comum
De tantos desencontros
Tantos outros pontos
Só resta um

Eu meço meus caminhos
Que levam a você
Penso no por que
De homens tão sozinhos
Traçados sem destinos
No que eu quero ser

Eu guardo seus recados
De dias já passados
De meses incomuns
E todos os pecados
Ou casos mal contados
Só me lembro alguns

Eu meço meus caminhos
Que levam a você
Penso no por que
De homens tão sozinhos
Traçados sem destinos
No que eu quero ser

Eu erro por caminhos
Que fogem de você
Nem sei mais porque
Um homem tão sozinho
Que anda sem destino
O que eu não quero ser

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Clichê (Sonhos de Quarta)

Olhe a sua volta, o céu já clareou
Veio iluminar tudo aquilo que restou
Enxugue suas lágrimas, limpe o seu rosto
Procure se encaixar em algo do seu gosto

Tudo que hoje dói, amanhã vai estar curado
Trate de mudar para não ser mais deixado
De lado.

Veja minha querida a sua nova vida
Não estás mais perdida, não se sinta dividida
Todas as pessoas farão tudo por você
Não haverá mais dúvida, não haverá porquê
Venha para o nosso mundo ideal
Todos diferentes, nada será igual
Tudo que quiseres poderá conseguir
E toda a dor que sentes deixará de existir
Aqui.

Tudo o que há de ruim ficará do outro lado
Tudo neste mundo é friamente calculado
Todas as pessoas viverão em alegria
E jamais no céu haverá uma nuvem fria


Nada nunca morre, nada nunca falha
Ninguém irá perder uma única batalha

Tudo aqui é pensado exatamente pra você
Todo nosso mundo é um completo clichê

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Nem Sei/Girl

Girl, what is wrong with you?
See, all our past is true
Girl, what is wrong at all?
See, our world is very small

Can’t you see i’m true?
Can’t you feel it’s true?
And all we past through
What more can I do?

Eu
Nunca quis que tudo fosse assim

Nos sobre a despedida e o fim
Eu
Que sempre me esforcei pra entender
Enfim
Tento mais uma vez me desprender

Girl, can we be so strong?
See, look at what we’ve done
Girl, everything is wrong, wrong, wrong
See, I write you this song




Eu pus tudo a perder
Nem sei bem porquê
Por quem
Nem sei


Eu
Nunca quis que tudo fosse assim

Nos sobre a despedida e o fim
Eu
Que sempre me esforcei pra entender
Enfim
Tento mais uma vez me desprender

segunda-feira, 29 de março de 2010

Cântico aos Bêbados

Encostados em cada mesa
Ou jogados pelo chão
Na alegria e tristeza
Regamos nossa ilusão

Pelos becos e avenidas
No meio de qualquer quarteirão
Apagando nossas vidas
Entre a rua e a multidão

A cada brinde sem razão
A cada gole em sincronia
Um a cada decepção
Esquecendo a agonia

Enfeitando cada praça
Estamos em qualquer lugar
Bebendo de taça em taça
Ainda é cedo pra parar

A cada esquina que se passa
Garrafas pela metade
De cachaça ou desgraça
Necessária insanidade

A cada brinde sem razão
A cada gole em sincronia
Um a cada decepção
Esquecendo a agonia