Eu conheço bem os sons das madrugadas
E a imensidão das ruas que se estendem pela frente
Não saber os caminhos, mas andar indiferente
Revendo o amanhecer entre janelas e fachadas
Eu entendo bem de qualquer solidão
E dessa sensação de já não fazer parte
Enquanto a vida segue, minha alma se reparte
E se perde silenciosa em meio a multidão
Eu sei bem como é já não ter mais coragem
E aceitar o pouco como aquilo que te cabe
Repetindo as dores que todo mundo aqui já sabe
Pra se jogar pra baixo só por vício de linguagem
Eu conheço bem o sabor do pesadelo
E a incapacidade de lembrar do irreal
Acordar assustado e achar tudo normal
Me afastar do teu rosto só por querer revê-lo
Entendo bem da falsidade e dos ruídos abstratos
E do vai e vem nas ruas que nunca nos levou a nada
Replico minhas medidas atrás de soluções erradas
Aos poucos todos se esquecem dos verdadeiros fatos
Eu sei bem como é viver no meio termo
Entre a vontade de seguir e o impulso à desistência
Desgasto o entusiasmo preservando a coerência
Transformo meu entorno no mais profundo ermo
Me reconheço no descaso e acho bela a depressão
E qualquer erro e qualquer falha que caiba à humanidade
Também tenho ciência que tudo isso é só vaidade
Melancolia é só uma fuga de toda a frustração
E vou compreendendo o que já não é tão óbvio
Por medo de tanto silêncio falo com minha própria mente
E aos poucos vejo tudo de uma forma diferente
Encontro algum prazer em meio a falta de propósito
quinta-feira, 22 de março de 2018
terça-feira, 23 de janeiro de 2018
23 de Janeiro de 2018
A solidão e a depressão sobressaindo aos teus ruídos
A casa de toda tristeza é o silêncio de minha mente
Faz da incompletude arte pra poder seguir em frente
E deixa os teus pedaços escorrerem esquecidos
São milhões de fragmentos que já não se reagrupam
E se tudo se juntasse faria mesmo diferença?
Não há mais como impedir que o inimigo vença
Cessa então a comoção nos corações que se preocupam
Está tudo bem assim, o fim aos poucos se aproxima
E logo mais haverá paz aos que restarem por aqui
As lacunas se preenchem e tudo mais é só ternura
Está tudo bem assim, tanto abaixo quanto acima
E logo mais haverá nada disso tudo que vivi
Pois o tempo se encarrega de amansar minha amargura
A casa de toda tristeza é o silêncio de minha mente
Faz da incompletude arte pra poder seguir em frente
E deixa os teus pedaços escorrerem esquecidos
São milhões de fragmentos que já não se reagrupam
E se tudo se juntasse faria mesmo diferença?
Não há mais como impedir que o inimigo vença
Cessa então a comoção nos corações que se preocupam
Está tudo bem assim, o fim aos poucos se aproxima
E logo mais haverá paz aos que restarem por aqui
As lacunas se preenchem e tudo mais é só ternura
Está tudo bem assim, tanto abaixo quanto acima
E logo mais haverá nada disso tudo que vivi
Pois o tempo se encarrega de amansar minha amargura
segunda-feira, 15 de janeiro de 2018
Garganta
Desocupa minha garganta, me deixa em paz contrariado
Tu já tens nova morada, reside agora em meu sonhar
E uma porção de versos que não devo te entregar
Este é o último suspiro do amor de meu passado
Eu queria tanto aquilo que nós dois compartilhávamos
Mas me lembro que acabou e já não estou em tua vida
Mas me lembro que acabou e pra nós dois não há saída
Só uma eterna despedida pra um futuro que não veio
Mas me lembro que acabou e pra nós dois não há saída
Só uma eterna despedida pra um futuro que não veio
segunda-feira, 1 de janeiro de 2018
01 de Janeiro de 2018
Dá a chance pra mudança antes de levantar a voz
E tenta ouvir o que eu não digo enquanto grita teu descrédito
Hoje é o primeiro dia de um futuro semi inédito
E o passado já apagou o que não serve para nós
E tenta ouvir o que eu não digo enquanto grita teu descrédito
Hoje é o primeiro dia de um futuro semi inédito
E o passado já apagou o que não serve para nós
quinta-feira, 21 de dezembro de 2017
Ensaio Sobre a Bruma
O mundo inteiro e o absurdo
E o devaneio e a solidão
Me precipito somando tudo
No precipício da imensidão
Amenizando a bruma desta vida que se estende
Cessar os intervalos em tudo aquilo que se sente
Fraquejo na alvorada mas a vida segue em frente
Só pra derramar poesia em outro dia que virá
Será?
Se eu dormir demais não me acorde deixa o sonho prosseguir
Aceito tudo aquilo me envolve, mesmo que eu não possa permitir
Todo dia a gente tira a sorte só pra ver o azar se repetir
Chega de se dividir em acordes, chega de rimar sobre existir
O mundo inteiro e o absurdo
E o precipício e a imensidão
São todos tons mais claros, mas o mundo segue escuro
São todos sons mais vastos, mas o mundo segue surdo
São todos funcionários, mas o pagamento é curto
E 10 bilhões de sonhos que se apagam de manhã
Se eu dormir demais não me acorde deixa o sonho prosseguir
Aceito tudo aquilo me envolve, mesmo que eu não possa permitir
Todo dia a gente tira a sorte só pra ver o azar se repetir
Chega de se dividir em acordes, chega de rimar sobre existir
Tudo aquilo que eu calo, nasce e cresce em algum lugar
Pra me assombrar de noite quando eu já me esqueci
E se eu não me esqueci o pesadelo intensifica
E o que significa quando eu morro no sonhar?
Toda sombra toma forma, toda forma tem sua cor
E a ressaca das palavras que a gente evitou
De manhã eu guardo o sonho na estante em frente a cama
Mas o desconforto segue aonde quer eu for
Há espaço pra poesia quando a distopia vem?
Todo mundo já cansou de ouvir dos dias do passado
Serve outra dose longa e acende outro cigarro
O esforço inadequado em ser aquilo que convém
Se eu dormir demais não me acorde deixa o sonho prosseguir
Aceito tudo aquilo me envolve, mesmo que eu não possa permitir
Todo dia a gente tira a sorte só pra ver o azar se repetir
Chega de se dividir em acordes, chega de rimar sobre existir
Todo mundo sonha um dia
Todo mundo sonha um dia
Programa o teu relógio e esquece o que queria
Pois o dia a dia engole quem não quer contribuir
E se é isso que nos resta não dá mais para fugir
Morfeu virou as costas para tua fantasia
Mas não basta eternidade pra justificar a ausência
Se a vida é sobre ter alma então algo deu errado
Eu até quis fazer parte, mas me exigiam tanto
Eu até quis fazer parte, mas perdi a paciência
Todo mundo vai sonhar um dia e acordar com aquela sensação
De que tudo aqui é uma mentira e que não existe solução
Todo mundo vai sonhar um dia e morrer por dentro um pouco mais
Tudo é só uma imensidão vazia, então que diferença faz?
O mundo inteiro e o absurdo
E o devaneio e a solidão
Me precipito somando tudo
No precipício da imensidão
Amenizando a bruma se é que você me entende
Cessar os intervalos em tudo aquilo que se sente
Fraquejo na alvorada mas a vida segue em frente
Só pra derramar meu sangue em outro dia que virá
Todo mundo vai sonhar um dia e acordar com aquela sensação
De que tudo aqui é uma mentira e que não existe solução
Todo mundo vai sonhar um dia e morrer por dentro um pouco mais
Tudo é só uma imensidão vazia, então que diferença faz?
Se eu dormir demais não me acorde deixa o sonho prosseguir
Aceito tudo aquilo me envolve, mesmo que eu não possa permitir
Todo dia o sol bate mais forte, expurga o que não dá pra redimir
E o resto a gente transforma em acordes e segue como dá para seguir
E o devaneio e a solidão
Me precipito somando tudo
No precipício da imensidão
Amenizando a bruma desta vida que se estende
Cessar os intervalos em tudo aquilo que se sente
Fraquejo na alvorada mas a vida segue em frente
Só pra derramar poesia em outro dia que virá
Será?
Se eu dormir demais não me acorde deixa o sonho prosseguir
Aceito tudo aquilo me envolve, mesmo que eu não possa permitir
Todo dia a gente tira a sorte só pra ver o azar se repetir
Chega de se dividir em acordes, chega de rimar sobre existir
O mundo inteiro e o absurdo
E o precipício e a imensidão
São todos tons mais claros, mas o mundo segue escuro
São todos sons mais vastos, mas o mundo segue surdo
São todos funcionários, mas o pagamento é curto
E 10 bilhões de sonhos que se apagam de manhã
Se eu dormir demais não me acorde deixa o sonho prosseguir
Aceito tudo aquilo me envolve, mesmo que eu não possa permitir
Todo dia a gente tira a sorte só pra ver o azar se repetir
Chega de se dividir em acordes, chega de rimar sobre existir
Tudo aquilo que eu calo, nasce e cresce em algum lugar
Pra me assombrar de noite quando eu já me esqueci
E se eu não me esqueci o pesadelo intensifica
E o que significa quando eu morro no sonhar?
Toda sombra toma forma, toda forma tem sua cor
E a ressaca das palavras que a gente evitou
De manhã eu guardo o sonho na estante em frente a cama
Mas o desconforto segue aonde quer eu for
Há espaço pra poesia quando a distopia vem?
Todo mundo já cansou de ouvir dos dias do passado
Serve outra dose longa e acende outro cigarro
O esforço inadequado em ser aquilo que convém
Se eu dormir demais não me acorde deixa o sonho prosseguir
Aceito tudo aquilo me envolve, mesmo que eu não possa permitir
Todo dia a gente tira a sorte só pra ver o azar se repetir
Chega de se dividir em acordes, chega de rimar sobre existir
Todo mundo sonha um dia
Todo mundo sonha um dia
Programa o teu relógio e esquece o que queria
Pois o dia a dia engole quem não quer contribuir
E se é isso que nos resta não dá mais para fugir
Morfeu virou as costas para tua fantasia
Mas não basta eternidade pra justificar a ausência
Se a vida é sobre ter alma então algo deu errado
Eu até quis fazer parte, mas me exigiam tanto
Eu até quis fazer parte, mas perdi a paciência
Todo mundo vai sonhar um dia e acordar com aquela sensação
De que tudo aqui é uma mentira e que não existe solução
Todo mundo vai sonhar um dia e morrer por dentro um pouco mais
Tudo é só uma imensidão vazia, então que diferença faz?
O mundo inteiro e o absurdo
E o devaneio e a solidão
Me precipito somando tudo
No precipício da imensidão
Amenizando a bruma se é que você me entende
Cessar os intervalos em tudo aquilo que se sente
Fraquejo na alvorada mas a vida segue em frente
Só pra derramar meu sangue em outro dia que virá
Todo mundo vai sonhar um dia e acordar com aquela sensação
De que tudo aqui é uma mentira e que não existe solução
Todo mundo vai sonhar um dia e morrer por dentro um pouco mais
Tudo é só uma imensidão vazia, então que diferença faz?
Se eu dormir demais não me acorde deixa o sonho prosseguir
Aceito tudo aquilo me envolve, mesmo que eu não possa permitir
Todo dia o sol bate mais forte, expurga o que não dá pra redimir
E o resto a gente transforma em acordes e segue como dá para seguir
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