O silêncio ainda prevalece
Que um pro outro seja dúvida
E do amor mútuo fique a dívida
De todo o resto a gente esquece
E é assim que a gente segue
Sem nem saber com quem vivemos
Se é pra ter o que queremos
Não pense em nada, só se entregue
Nós nos fizemos prisioneiros
Sem nem mesmo enxergar a cela
E não sabemos o que nos espera
Quais são os castigos verdadeiros
Estranho é amar quem mau conheço
E ter que me satisfazer
Eu devo ter que agradecer
Por saber mais do que eu mereço
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
domingo, 5 de fevereiro de 2012
À Minha Aquariana
Existe no mundo, algo que deve ser julgado como ideal. É isso que as pessoas esperam da gente, as atitudes certas, os sentimentos certos, mentiras surpreendentes, verdades claras. O mundo espera ouvir da gente as palavras certas, em qualquer ocasião. Isso não costuma incomodar meu coração com licença poética, mas hoje, eu parei pra pensar nas palavras certas pra dizer pra você, meu amor.
Eu passei dias procurando as palavras certas pra lhe falar sobre o tempo, pra falar como ele passa rapidamente, cruelmente. Pois é, meu amor, os anos passam e pra gente só sobra viver eles de uma forma ideal, tal qual tudo mais deve ser. Mas não, não quero que você pense que me preocupo com a forma que lhe julgam por viver assim, da forma que vives, da forma que és.
Talvez seja isso que encante todos à sua volta, essa sua forma de viver sem se preocupar com o que os outros vão pensar.
Então, me vi forçado a pensar nas palavras certas para falar o que sinto por você, sem me preocupar com a rigidez do julgamento das pessoas ao meu redor. E sabe o que eu consegui? Nada. Acho que nada no mundo é certo o suficiente pra lhe falar sobre o que sinto por você. Amor é um sentimento fabricado demais para definir essa devoção que tenho a você. Carinho é um diminutivo justo quando se trata do cuidado que tenho para contigo. Saudade é limitado demais para exprimir a falta que você me faz, até mesmo quando fica longe de mim por algumas horas. Talvez eu seja exagerado demais, justamente por saber que tudo o que sinto por você é exagerado demais.
Não, exagerado não, tudo o que sinto por você é justo, afinal você me cativou assim. Você, com a sua realidade de aquariana. Você, com as suas respostas vagas, sua indiferença ocasional, sua frieza, seus sentimentos que são apenas citações de músicas que gostamos tanto. Você, com a sua beleza estonteante, com o seu silêncio observador, com o seu charme hipnótico. Você com a sua inconseqüência calculada, com o seu desprezo com o que não lhe importa. Você com as suas definições alternativas para cada coisa que a gente conhece. Você inteira, cada defeito que eu amo, cada qualidade que me é essencial. Você, completamente você. É só isso que eu quero, mas querer ainda é muito pouco perto dessa necessidade que tenho de você perto de mim.
Mas é só você e é só isso que eu preciso. Talvez a única coisa ideal que eu tenha encontrado até hoje é você e eu só espero poder ser assim para você também um dia.
Eu passei dias procurando as palavras certas pra lhe falar sobre o tempo, pra falar como ele passa rapidamente, cruelmente. Pois é, meu amor, os anos passam e pra gente só sobra viver eles de uma forma ideal, tal qual tudo mais deve ser. Mas não, não quero que você pense que me preocupo com a forma que lhe julgam por viver assim, da forma que vives, da forma que és.
Talvez seja isso que encante todos à sua volta, essa sua forma de viver sem se preocupar com o que os outros vão pensar.
Então, me vi forçado a pensar nas palavras certas para falar o que sinto por você, sem me preocupar com a rigidez do julgamento das pessoas ao meu redor. E sabe o que eu consegui? Nada. Acho que nada no mundo é certo o suficiente pra lhe falar sobre o que sinto por você. Amor é um sentimento fabricado demais para definir essa devoção que tenho a você. Carinho é um diminutivo justo quando se trata do cuidado que tenho para contigo. Saudade é limitado demais para exprimir a falta que você me faz, até mesmo quando fica longe de mim por algumas horas. Talvez eu seja exagerado demais, justamente por saber que tudo o que sinto por você é exagerado demais.
Não, exagerado não, tudo o que sinto por você é justo, afinal você me cativou assim. Você, com a sua realidade de aquariana. Você, com as suas respostas vagas, sua indiferença ocasional, sua frieza, seus sentimentos que são apenas citações de músicas que gostamos tanto. Você, com a sua beleza estonteante, com o seu silêncio observador, com o seu charme hipnótico. Você com a sua inconseqüência calculada, com o seu desprezo com o que não lhe importa. Você com as suas definições alternativas para cada coisa que a gente conhece. Você inteira, cada defeito que eu amo, cada qualidade que me é essencial. Você, completamente você. É só isso que eu quero, mas querer ainda é muito pouco perto dessa necessidade que tenho de você perto de mim.
Mas é só você e é só isso que eu preciso. Talvez a única coisa ideal que eu tenha encontrado até hoje é você e eu só espero poder ser assim para você também um dia.
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Dorian
As the colours of the wall fade away
My face will stay the same
As the years go by and the poets cry
You won’t forget my name
Take a good look at this Picture
What can you see?
Shall I whisper never and live forever
As a ghost inside of me?
Would you still Love me If I was old
Or would you take your words away?
I will keep my Picture locked and safe
And my beauty will be a fake
Time will never pass for me
And I’ll never be set free
And my curse will never die
My Picture must be this phantom of me
Forever...
As the years will fly away
My face will stay the same
And you all will die while I’m still alive
I’ll be lonely by the end
And i’m running in my dreams
From the evil things I’ve done
I’ll wear this mask of blood and flesh
Of the man that is long gone
Dorian, come take a look at me.
What is wrong with me?
What is wrong with you
domingo, 22 de janeiro de 2012
Próximos Dias
Acho que ando fumando demais. Todos esses cigarros ainda me farão muito mal, em algum futuro, talvez já tardio, em que você não estará mais ao meu lado... em que nenhuma de vocês estará mais ao meu lado. Já estou acostumado a sentir tudo dobrado durante a minha solidão, no que tange a dor do corpo não há de ser tão diferente da dor da alma.
Enfim, estou fumando demais. Já não tenho mais folego pra grandes amores, meu coração não suporta mais esse excesso de carga emocional, o mesmo excesso que já suportou e superou diversas vezes com incrível facilidade. Já não tenho mais aquele vigor de jovem apaixonado, aquela vontade de poeta relutante. Já não creio mais nas máximas do amor sincero e puro, que nada quer. Não acredito nessa doação. Acredito no potencial devastador desses filtros vermelhos, que devoro com rapidez.
Ainda assim fumo, para esperar dias que nunca chegam. Fumo para matar certas vontades dentro de mim. Fumo pra sufocar as palavras que não mais quero pronunciar, como aqueles inúmeros "eu te amo", que já disse com tanta sinceridade, pra tantas pessoas que conheci. Hoje, ainda os repito, não menos sinceros, de forma alguma. Sinto de verdade, tudo que já disse sentir e ainda digo. Digo agora com algum pudor, a resguarda natural de saber que essa simples expressão de sentimentos pode me tornar prisioneiro de uma pessoa... uma pessoa que talvez nem mereça mais nada de mim, quanto mais o meu corpo e alma por inteiros.
E sigo fumando, cada dia mais. Os dias ainda não chegaram e eu parei pra dizer a uma de vocês que ainda sinto saudade das coisas que nunca tivemos a chance de realizar. Há em mim algum remorso pelas coisas que deixamos inacabadas... coisas que deixamos pra construir depois, e os Deuses sabem se teremos outra oportunidade. Parei pra dizer a outra que saboreie teus cigarros, da mesma forma como eu, pois nosso tempo, se é que haverá um tempo nosso, ainda não está tão próximo de chegar, mas quem sabe com um pouco de paciência teremos a chance. Parei para dizer a última o quanto eu sinto. Por você eu sinto tudo, do mais sincero amor ao mais terrível ódio, mas saiba que estou contigo, mesmo que navegando nesses mares bravos, sempre estou contigo... assim como sempre estive.
Meus cigarros acabam, mas sempre haverão outros. O meu amor acabará um dia, mas sempre haverá outro, e com o de vocês será igual, porque é assim que nós aprendemos a viver, buscando alguém pra completar algo que pode ser perfeito sozinho. E melhor ainda acompanhado de um quarto esfumaçado, uma janela aberta, uma xícara de café e tudo o que houver de mais triste na lista de reprodução. É assim que nós vivemos até hoje e assim viveremos os próximos dias.
Enfim, estou fumando demais. Já não tenho mais folego pra grandes amores, meu coração não suporta mais esse excesso de carga emocional, o mesmo excesso que já suportou e superou diversas vezes com incrível facilidade. Já não tenho mais aquele vigor de jovem apaixonado, aquela vontade de poeta relutante. Já não creio mais nas máximas do amor sincero e puro, que nada quer. Não acredito nessa doação. Acredito no potencial devastador desses filtros vermelhos, que devoro com rapidez.
Ainda assim fumo, para esperar dias que nunca chegam. Fumo para matar certas vontades dentro de mim. Fumo pra sufocar as palavras que não mais quero pronunciar, como aqueles inúmeros "eu te amo", que já disse com tanta sinceridade, pra tantas pessoas que conheci. Hoje, ainda os repito, não menos sinceros, de forma alguma. Sinto de verdade, tudo que já disse sentir e ainda digo. Digo agora com algum pudor, a resguarda natural de saber que essa simples expressão de sentimentos pode me tornar prisioneiro de uma pessoa... uma pessoa que talvez nem mereça mais nada de mim, quanto mais o meu corpo e alma por inteiros.
E sigo fumando, cada dia mais. Os dias ainda não chegaram e eu parei pra dizer a uma de vocês que ainda sinto saudade das coisas que nunca tivemos a chance de realizar. Há em mim algum remorso pelas coisas que deixamos inacabadas... coisas que deixamos pra construir depois, e os Deuses sabem se teremos outra oportunidade. Parei pra dizer a outra que saboreie teus cigarros, da mesma forma como eu, pois nosso tempo, se é que haverá um tempo nosso, ainda não está tão próximo de chegar, mas quem sabe com um pouco de paciência teremos a chance. Parei para dizer a última o quanto eu sinto. Por você eu sinto tudo, do mais sincero amor ao mais terrível ódio, mas saiba que estou contigo, mesmo que navegando nesses mares bravos, sempre estou contigo... assim como sempre estive.
Meus cigarros acabam, mas sempre haverão outros. O meu amor acabará um dia, mas sempre haverá outro, e com o de vocês será igual, porque é assim que nós aprendemos a viver, buscando alguém pra completar algo que pode ser perfeito sozinho. E melhor ainda acompanhado de um quarto esfumaçado, uma janela aberta, uma xícara de café e tudo o que houver de mais triste na lista de reprodução. É assim que nós vivemos até hoje e assim viveremos os próximos dias.
domingo, 15 de janeiro de 2012
Ao Sono
O dia hoje amanheceu estranhamente vazio
E eu, que já não fecho mais os olhos, vi
Escondido atrás das nuvens, pálido, frio
Não sei se o dia assim se fez ou se assim senti
Hoje eu só pensei em ti, no que queria lhe dizer
No tanto que menti, nos sonhos que sonhei
Por fim eu te procurei e disse tudo o que queria
Você só se esquivou e adiou para outro dia
Você sabe que eu sofri, enquanto você, pra mim, mentia
E agora... Como acreditar em quem não se confia?
Mas o dia foi estranho e a noite segue em frente
E eu sei que, mais uma vez, a madrugada será fria
Eu sonho com tudo o que eu queria diferente
E você preserva essa sua vontade já tardia
E eu, que já não fecho mais os olhos, vi
Escondido atrás das nuvens, pálido, frio
Não sei se o dia assim se fez ou se assim senti
Hoje eu só pensei em ti, no que queria lhe dizer
No tanto que menti, nos sonhos que sonhei
Por fim eu te procurei e disse tudo o que queria
Você só se esquivou e adiou para outro dia
Você sabe que eu sofri, enquanto você, pra mim, mentia
E agora... Como acreditar em quem não se confia?
Mas o dia foi estranho e a noite segue em frente
E eu sei que, mais uma vez, a madrugada será fria
Eu sonho com tudo o que eu queria diferente
E você preserva essa sua vontade já tardia
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